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Economia criativa: uma realidade inovadora

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Recentemente, com a chamada crise da era atual, um setor tem chamado atenção ao driblá-la: a dita economia criativa. Num momento em que criar e inovar é fundamental, este ramo proporciona a resolução de problemas, incentivo ao colaborativismo e soluções pragmáticas para dificuldades do dia-a-dia.

Diferente da tradicional economia, esse novo tipo tem como foco no potencial de cada indivíduo ou coletivo para buscar produzir bens e serviços de forma criativa. De acordo com as Nações Unidas, as atividades do setor estão baseadas no conhecimento e produzem bens do tipo tangíveis e intangíveis, intelectuais e artísticos, com conteúdo criativo e também valor econômico.

Seus modelos de gestão envolvem a cadeia produtiva por completo, desde a criação, produção, difusão, distribuição até o consumo/fruição de bens e serviços criativos. Portanto, quando nos deparamos com algo potencialmente genial, temos que lembrar do que disse Thomas Edison, inventor da lâmpada elétrica e de muitas outras coisas: “1% inspiração e 99% transpiração”, pois toda boa ideia demanda um colosso de trabalho até estar pronta.

Mas como fazer?

O grande segredo está em ativar a mente e saber aplicar as ideias, ou seja, saber o que fazer com ela. Ser diferente e torna-se empreendedor, hoje, num mercado com diversos produtos e serviços direcionadas a massa, é então a garantia da obtenção de sucesso. Qualquer indivíduo tem a capacidade de modificar e intervir ao perceber uma demanda que ainda não foi atendida pelo atual mercado. Logo, duas palavras essenciais estão no ar: “plano de negócios e inquietação”.

Inicialmente, deve-se saber que criatividade é o ponto de partida, mas que sem estratégia, o negócio não se faz sustentável, por isso o empreendedor deve pensar muito nos riscos e como minimizá-los. Daí, exemplos claros de economia criativa são visíveis todos dos dias: O Uber por exemplo, reinventou um modelo clássico de negócios, agregando um alto valor aos serviços prestados.

Logo, a Economia do tipo Criativa é exponencial, observando que os recursos se multiplicam com o seu uso. Além disso, pode ser maximizada a partir da harmonia com outras áreas e/ou setores. Então, a natureza desse setor é a integração de diferentes áreas e pessoas, cooperando com seu valor intangível, para somar e gerar valor nas esferas econômica, social, cultural e ambiental.

Próximos passos…

Automaticamente, se esse tipo de prática se trata de um processo com base na integração de ações, quanto maior a diversidade do sistema em que o processo está incluso, maior será o seu potencial. Por ser muito ampla, a criatividade da economia em questão tem a habilidade de identificar nichos e formar demandas, principalmente em momento de mudanças no mercado.

Sob o ponto de vista do empreendedorismo, a economia criativa mostra-se com grande talento para se obter grandes oportunidades. Situação facilitada pelas baixas barreiras existentes de entrada, por novas demandas e pouca exigência de capital para financiamento, mas sobretudo, capital intelectual. Não obstante, a tecnologia não pode ser ignorada na construção desse setor, pois é um fator que favorece o futuro empreendedor ao habilitar o acesso a informação e conectar os negócios com seus usuários.

Nesse sentido, ao olhar para o futuro, esse tipo de economia tem cunho estratégico, pois poderá ser uma opção a uma crise global ou financeira, que exijam novos métodos de desenvolvimento que levem em consideração a interdependência. Além disso, ela está alicerçada em recursos infinitos e que são abundantes mesmo em países subdesenvolvidos e/ou emergentes, assim como em atividades que tem simultaneamente impactos simbólicos, financeiros, sociais e ambientais. Estamos falando de uma economia saudável, que pode ser um fator fundamental na sustentabilidade de pequenas e médias empresas, a partir da geração de valor e riqueza para classes menos favorecidas.

Conclusão…

Portanto, para o desenvolvimento local, a Economia Criativa é um fator importante nos processos de qualificação do capital humano e promoção do capital social, pelo simples fato de elevar a confiança dos indivíduos envolvidos, possibilitando o desenvolvimento de competências primordiais, como a inovação, criatividade e cooperação; gera emprego e renda através de uma nova forma de trabalhar, e mais do que isso, impacta profissionalmente outras atividades econômicas, promovendo a evolução através de negócios mais criativos, inovadores e que se apoiam em bases culturais.

Nós necessitamos estar atentos a esse novo e promissor movimento que cresce diariamente e, felizmente, se transforma num caminho sem volta. Daí, investir em estratégia e criatividade nos permitirá desempenhar atividades que antes pareciam impossíveis. E isso é fantástico!

Novas profissões surgirão e estar por dentro destas mudanças, buscar oportunidades novas, é o caminho para se manter competitivo no mercado. Enfim, investir em cursos e capacitações, obter aprimoramento, esta é a melhor das dicas para a adequação a criatividade da economia que guiará os negócios em breve!

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Criatividade é a nova ideia !
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Pedro Vieira

Atualmente mestrando no Programa de Pós-graduação em Engenharia de Produção do Centro Acadêmico do Agreste (PPGEP-CAA) pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Graduado em Engenharia de Produção na Universidade Federal do Vale do São Francisco (UNIVASF), com experiência na área de Gestão da Cadeia de Suprimentos, Logística de Distribuição, Gestão da Produção, Gestão Ambiental, Administração estratégica e Relações Internacionais, com produção científica nas diversas áreas da Engenharia de Produção. Atuou como presidente do Diretório Acadêmico de Engenharia de Produção (DAEP/UNIVASF - 2016 a 2018). Representante discente da Comissão de Atualização do Projeto Pedagógico do Curso de Engenharia de Produção da UNIVASF (2017). Participante do Programa de Desenvolvimento e Capacitação Estudantil (PRODESCAPE) como Monitor das disciplinas Introdução a Economia e Economia Brasileira (2015 - 2016). Atuante em projetos de extensão ligados a Assessoria de Relações Internacionais da UNIVASF (2014 a 2018). Participante efetivo em projetos de iniciação científica nas áreas de Gestão Ambiental (2013) e Gestão Estratégica (2017). Possuiu Vínculo com a Université de Franche-Comté - UFC, France (2013 - 2014). Realizou estágio em Língua Francesa no Centre de Linguistique Appliquée (CLA - 2014) em Besançon - France. Graduação adjunta em DUT Mesures Physiques no Institut Universitaire de Technologie de Blois - IUT / Université François-Rabelais (France - 2014). Técnico em Eletromecânica pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI/PE - 2010) com ênfase em usinagem e gestão da manutenção industrial.

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