Mercado de Trabalho

Engenharia de Produção no Mercado Financeiro

O profissional dessa área é altamente versátil devido seus conhecimentos multidisciplinares, podendo atuar também no mercado financeiro.

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Dado a versatilidade e multidisciplinaridade buscada nos currículos de cursos de engenharia no Brasil e no mundo, além da forte base matemática e estatística, os profissionais futuros e atuais possuem forte tendência a terem conhecimentos em gestão de pessoas e de projetos, conhecerem sobre leis, logísticas e afins.

O mercado financeiro se agrada dessa formação, além de ser um dos setores que pagam os maiores salários no país. Assim, para ingressar nessa fatia do mercado é preciso possuir uma formação específica que capacite o profissional a compreender e resolver os problemas da área, o que torna o profissional da engenharia cada vez mais atrativo, sobretudo aqueles na área de produção.

A maioria das instituições financeiras (bancos, corretoras, bancos de investimento, seguradoras) tem preferido contratar engenheiros de produção a economistas, por que hoje um bom analista de investimento deve possuir além de uma visão global do ambiente em que uma empresa está atuando, uma forte base matemática para desenvolver e utilizar os diferentes modelos de análise de investimento.

Nessa variabilidade de demanda cada vez mais engenheiros buscam espaço neste setor de mercado. Segundo especialistas a migração desses profissionais começou a partir da década de 70, e evolui ao passar dos anos. A exemplo da engenheira de produção Tatiana Rezende, que relata no Blog Na Prática, um pouco sobre sua experiencia em finanças e como isso alavancou sua carreira em uma startup.

“Normalmente, os engenheiros que ingressam no mercado financeiro o fazem logo no começo da carreira – ainda no estágio ou assim que se formam.” De maneira geral, segundo Ana Guimarães, gerente de recrutamento da Robert Half, ocupam posições que exigem trabalho de modelagem financeira, valuation e análise estatística mais profunda. “É onde esse tipo de profissional costuma se dar melhor”, afirma a headhunter. “Áreas como tesouraria, trading, fusão e aquisição e os bancos, de uma forma geral, absorvem esses profissionais.”

Segundo Roger Karam (ex-CEO e Membro do Conselho do Deutsche Bank Brasil) para iniciar processo de abertura de capital das empresas era preciso explicar os segmentos administrativo, financeiro e industrial.

“Nessas análises, os engenheiros se saiam bem, especialmente, aqueles com mestrado em finanças porque há uma sintonia entre aqueles segmentos”.

Roger Karam

Se o profissional tem o conhecimento da engenharia e sabe como uma fábrica funciona, fica mais fácil analisar a operação financeira, só que é preciso investir no seu objetivo, um engenheiro que não fizer um mestrado ou MBA em administração ou finanças dificilmente estará preparado para assumir um cargo de direção.

Diferente do administrador o profissional de engenharia tem facilidade para lidar com números e extrair deles o verdadeiro significado. “O mercado precisa disso e oferece sempre os melhores salários”. De olho nessa proporção de ganhos melhores, Maria Cláudia Guimarães, superintendente executiva do Bank Boston trocou o balé clássico pela engenharia de produção.

“Escolhi a  engenharia porque oferecia uma formação mais ampla e a produção por estar mais ligada a administração”, ressalta. Formada em 1988 a executiva lembra que, naquela época, as melhores oportunidades surgiam no mercado financeiro e não apenas em relação aos salários, mas aos cursos oferecidos e oportunidades de ascensão.

Se tratando do mercado de engenharia no Brasil, o mercado de Engenharia de Produção, mesmo tendo pouco tempo, é o que desfruta da melhor situação com relação a tempo de “vida”. Dado que, o engenheiro de produção gerencia os recursos humanos, financeiros e materiais com o intuito de promover um aumento na produtividade de uma organização.

Ele procura aperfeiçoar a produção e ordenar as atividades financeiras através da engenharia, da logística, da economia e da administração. Profissionais do ramo vêm conseguindo boas colocações no mercado principalmente em função do seu perfil que coincide com o que se está demandando nos dias de hoje: um profissional com uma sólida formação científica e com uma visão macro, suficiente para encarar os problemas de maneira global. Assim, vale a pena se informar, buscar cursos e especializações na área que sempre demanda muitos profissionais prontos a atuarem em paralelo com o setor.

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Klara Medeiros

Especialista em Gestão de Projetos pela USP e Universidade da Califórnia, além de outras aventuras na Copenhagen Business School e milhões de outros cursos paralelos. Graduanda em Engenharia de Produção pela UFCG e entusiasta da vida! Amo conversas paralelas e atuar de Coaching nas horas vagas. Vem comigo!

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