Engenharia de Produção

Engenharia de Suprimentos

A solução para o mercado Industrial

Em pleno século XXI, algumas empresas, não conseguem ver que a solução para o “caos” organizacional está diretamente ligada ao processo de suprimentos. Suprimentos não é somente o ato de pedido – compra – entrega, mas sim, muito mais amplo e multifuncional.

Em muitos casos a Engenharia de Suprimentos é confundida com a Logística difundindo o sistema próprio desta cadeia, mesmo esta, sendo muito mais abrangente e está diretamente ligada aos processos de negócios, plantas empresariais e não somente a dinâmica de colocar o produto no momento certo e na quantidade certa. A engenharia de suprimentos, evoluiu muito com a junção dos conceitos “Just in time” e “Engenharia de Qualidade”, tornando mais que um processo tático ou de estratégia organizacional.

A engenharia de suprimentos apresenta conceitos maiores e mais amplos, mas por falta de planejamento, uma grande parte do tempo destinado no setor é empregada somente para “apagar os incêndios” apresentados na área produtiva.

Com o planejamento estratégico, que deve iniciar já no início do projeto e vincular a área de suprimentos, surgi a preocupação com a redução de custos, sendo este um dos principais fatores da engenharia de suprimentos que as organizações buscam nos dias atuais, assim levando à iniciativa como enxugamento do processo de cotação, otimização do fluxo logístico, comprometimento das encomendas colocadas junto ao fornecedor e informação antecipada aos fornecedores sobre previsões das necessidades de bens e serviços.

Neste conceito de suprimentos, devemos expandir os planejamentos táticos, visando algumas práticas operacionais que ajudarão a melhoria nos processos, como:

  • Análise das mercadorias/serviços
  • Pesquisa de mercado
  • Conciliação das informações de mercado com os requerimentos do consumidor interno
  • Acompanhamento do pedido
  • Captura da demanda futura e transmissão dessas informações aos fornecedores.
  • Verificação de desempenho dos fornecedores com base nos quesitos de custo, entrega, qualidade, segurança operacional e sustentabilidade.

Assim, devemos pensar e agir para que, possamos iniciar a prática de suportar a estratégia competitiva da empresa através da adoção de técnicas, métodos e atividades que ofereçam fortalecimento na posição competitiva do mercado.  A ideia é que devemos integrar todas as áreas da empresa completando esse ciclo do processo operacional. Essa concepção deve ser projetada e implantada formando equipes multifuncionais, representadas por várias áreas, com a finalidade de aplicar as melhores práticas e auxiliar todas as problemáticas para seleção de fornecedores. A partir desse ponto, os fornecedores são considerados como um recurso escasso e, portanto, cuidadosamente selecionados.

Abaixo, mostramos bem como seria uma das melhores práticas, de uma rede de suprimentos, voltada para o networking operacional, processo este que deve ser aplicado para uma melhor estruturação na empresa e no processo produtivo. Isto torna ainda mais o Background, experiência e conhecimento pessoal ou profissional, atrativo dentro da sua própria empresa e fortalece o Branding, trabalho de construção e fortalecimento da sua marca no mercado competitivo.

Essa estratégia de networking, passa a constituir parte de um esforço conjunto com as outras funções correlatas da empresa para formular e implementar um plano estratégico, além de, também junto com as outras áreas, influenciar a formulação da estratégia da empresa numa relação recíproca. Em outras palavras, as atividades e estratégias definidas para a função Compras ou Suprimentos buscam suportar a estratégia competitiva da empresa e, ao mesmo tempo, serem derivadas dela.

Um dos sistemas mais completos da cadeia de suprimentos (supply chain), que melhor estrutura a organização, pode ser definir como:

  • Processos que envolvem fornecedores-clientes e ligam empresas desde a fonte inicial de matéria-prima até o ponto de consumo do produto acabado.
  • Funções dentro e fora de uma empresa que garantem que a cadeia de valor possa fazer e providenciar produtos e serviços aos clientes

Podemos atribuir à Engenharia de Suprimentos, essa rede supply Chain, sendo que todas estas atividades se associam ao movimento de bens desde o estágio de matéria-prima até o usuário final. Ela representa uma rede de trabalho (network) para as funções de busca de material, sua transformação em produtos intermediários e acabados e a distribuição desses produtos acabados aos clientes finais.

COM TODAS ESTAS INFORMAÇÕES AGORA SABEMOS QUE A REDE DE SUPRIMENTOS É MUITO MAIS QUE UM SIMPLES PROCESSO DE COMPRAS.

Representação de uma Supply chain no processo produtivo

Os processos vitais e chaves ao longo de uma Supply chain estão alinhados abaixo e o que mas identifica e qualifica o sistema de suprimentos, visando qualidade, tanto no início do processo quanto a sua finalização é a avaliação e qualificação de fornecedores.

A gestão de relacionamento com fornecedores é um dos processos mais importantes na rede de networking de uma organização. O processo define como a empresa interage com seus fornecedores e pode ser considerada como uma “imagem espelho” da gestão das relações com os clientes. É um processo que define muito como a empresa deve desenvolver as parcerias com os seus fornecedores chaves no intuito de suportar processos de negócios como os de gestão do fluxo de manufatura e desenvolvimento do produto e comercialização. Esse processo, torna o fluxo produtivo, mais ágil e mais estruturado.

Geralmente, os fornecedores são classificados com base em fatores como, grau de contribuição e de importância para a empresa e as parcerias de longo prazo são desenvolvidas apenas com um seleto grupo dentre eles. O objetivo é construir relações ganha-ganha e envolver os fornecedores chaves desde a fase inicial de concepção dos produtos, criando um Team building: espírito de equipe.

Como as empresas são sistemas abertos, elas estão cada vez mais trazendo para si os seus clientes e seus fornecedores. As fronteiras do sistema empresarial estão desaparecendo no sentido de eliminar limites ou barreiras ao ambiente externo. Buscamos cada vez mais, envolver nossos fornecedores e clientes no processo de fornecimento, enquanto a empresa se torna o núcleo básico dessa nova abordagem em uma cadeia capaz de agregar valor a todos os envolvidos.

 

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André Luiz Reis de Freitas

Graduado em Engenharia de Produção, pela Universidade CEUMA/MA e Pós-Graduado em Engenharia de Suprimentos, pelo Instituto PROMINAS/Universidade Cândido Mendes /RJ.

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