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Simplificando o FMEA

Em um mundo de competitividade elevada, insumos escassos e consumidores mais exigentes, produtos/processos não podem desperdiçar tempo, dinheiro e matéria-prima. Analisar cuidadosamente todo o processo produtivo e buscar as melhores escolhas é um processo que pode ser ajudado graças ao FMEA. Mas o que é FMEA?

Não corrigir nossas falhas é o mesmo que cometer novos erros.

– Confucio

+ Definição

A metodologia de Análise do Tipo e Efeito de Falha, conhecida com FMEA (do inglês Failure Mode and Effect Analyses), é uma ferramenta que busca, em princípio, evitar, por meio da análise das falhas potenciais e propostas de ações de melhoria, que ocorram falhas no projeto do produto ou do processo. Este é o objetivo básico dessa técnica, ou seja:

“Detectar falhas antes que se produza uma peça e/ou produto”

 

+ Confiabilidade – Reduzir as chances de falhas

Diminuir as chances de o produto ou processo falhar, ou seja, buscar-se aumentar sua confiabilidade é o esperado com a utilização do FMEA.

Na dimensão da qualidade, a confiabilidade, é um aspecto cada vez mais importante na visão dos consumidores, sendo que a falha de produto, mesmo resolvida, pode resultar numa depreciação na visão do valor gerado pela companhia em questão ao produto.

Além disso, com uma gama maior de produtos que não caso apresentem falhas, suas consequências são desastrosas para os consumidores, como aviões e equipamentos hospitalares.

+ Aplicação da FMEA

A análise FMEA pode ser aplicada nas seguintes situações:

  • Diminuição da probabilidade da ocorrência de falhas em projetos de novos produtos ou processos.
  • Diminuição da probabilidade de falhas potenciais em produtos/processos já em operação.
  • Para aumentar a confiabilidade de produtos ou processos já em operação por meio da análise das falhas que já ocorreram.
  • Para reduzir os riscos de erros e aumentar a qualidade em procedimentos administrativos.

Ainda podemos usar o FMEA nessas ocasiões:

  • Quando um processo, produto ou serviço existente está sendo aplicado de uma nova maneira.
  • Periodicamente ao longo da vida do processo, produto ou serviço.

+ Uso do FMEA

A sua análise passa pelas seguintes etapas: Planejamento; Análise de falhas em potencial; Avaliação dos riscos; Melhoria e Continuidade.

1. Planejamento

  • Descrição dos produtos/processos que serão analisados.
  • Formação da equipe de trabalho, definindo os integrantes do grupo (preferencialmente pequeno e multidisciplinar).
  • Planejamento de reuniões.
  • Preparação de documentação.

2. Análise de falhas em potencial
Preenchimento do formulário FMEA de acordo com passos determinados:

  • Funções e características do produto/processo
  • Falhas potenciais para cada função
  • Efeitos do tipo de falha
  • Possíveis causas
  • Controles atuais

3. Avaliação dos riscos
Nessa fase os índices são definidos por severidade (S), ocorrência (O) e detecção (D) para cada possível falha, de acordo com critérios previamente determinados. Depois é feio o calculo dos coeficientes de prioridade de riscos (R) por meio da multiplicação dos outros três índices

4. Melhoria

  • Listagem de todas as possíveis ações que podem ser realizadas para diminuir os riscos.
  • As medidas pode ser, por exemplo, de prevenção total ao tipo de falha e de prevenção total de uma causa de falha.

5. Continuidade

  • O formulário FMEA é um documento “vivo”, ou seja, uma vez realizada uma análise ela não deve permanecer imutável. Alterações possivelmente serão feitas com o decorrer do tempo.
  • Mesmos que não haja alterações, a revisão e a análise deverão ser incorporadas pela equipe, confrontando falhas potenciais com as falhas que ocorrem no dia a dia do processo.

+ Alguns benefícios da utilização da FMEA

  1. Fornece uma avaliação quantitativa de todos os defeitos e controles atuais para cada passo do processo.
  2. Permite ter um profundo conhecimento do Processo
  3. Permite à equipe de projeto rastrear as ações, histórico e melhorias feitas no processo além da melhoria do projeto

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Referências:
LOBO, RENATO N. Gestão da Qualidade. 1. ed. São Paulo: Érica, 2010. 192 p.

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Adson Cruz

Estudante de Engenharia de Produção. Pernambucano, 20 anos. Sonhador, amante da inovação e criatividade.Entusiasta de empreendedorismo e de soluções "fora da caixa". "Quanto tempo você vai esperar antes de exigir o melhor de si mesmo?" - Epiteto.

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