Informativo

Logística Humanitária na Pandemia

A pandemia do novo coronavírus já deixou perdas imensuráveis, seja pela crise econômica mundial ou pelas milhares de vidas perdidas; os estragos sem precedentes não param.

Há milhares de pessoas que estão vivendo em estado de vulnerabilidade social e econômica, e que precisam de suprimentos básicos para sobreviver.

A logística humanitária é um meio de trazer alivio para as pessoas que estão sofrendo com essa crise sanitária.

Logística Humanitária

Em meio a desastres naturais, como terremotos, furacões e enchentes, ou até mesmo surtos epidemiológicos – como a pandemia do novo coronavírus –, é necessária uma logística de suprimentos específica no intuito de prestar assistência humanitária.

Tal processo é chamado de logística humanitária. Isto é, partindo da necessidade de gerenciar recursos devido a eventos que impactam de forma negativa a vida de milhares de pessoas.

A logística humanitária visa assegurar com eficiência e eficácia o fluxo de suprimentos e pessoas a fim de salvar vidas e amenizar o sofrimento de pessoas que, eventualmente, venham a se encontrar em estado de vulnerabilidade.

Alguns desafios à logística humanitária

A dificuldade em compreender o problema e a complexidade logística que tal problema apresenta são os primeiros desafios encarados pelas pessoas que participam de ações emergenciais.

Desse modo, temos alguns desafios quando o assunto é logística humanitária:

  • Infraestrutura: a dificuldade de acesso ao local, impossibilitando, por vezes, o escoamento de suprimentos e pessoas.
  • Recursos Humanos: excesso de voluntários sem treinamento adequado para lidar com o problema ou entender a real extensão do desastre.
  • Materiais: definição do que é necessário para execução do processo, escoamento de recursos, armazenamento de suprimentos, lidar com desperdícios de suprimentos, entre outros.
  • Ausência de processos coordenados: processo, pessoas, materiais e informações.

O desafio da logística humanitária se torna ainda mais complexa quando nos deparamos com uma crise sanitária que atingiu não só um país, mas o mundo todo; impactando de forma substancial, toda a cadeia de suprimentos.

Pandemia e Logística Humanitária

A pandemia do novo coronavírus atingiu a todos em escala mundial, fazendo com que governos de diversos países adotassem uma política de restrição mais ampla no que diz respeito à limitação no número de viagens, entrada de estrangeiros e etc.

Tudo isso para evitar que o vírus continue se propagando entre um país e outro.

Ainda tem as restrições internas como o distanciamento social e a quarentena para também evitar a proliferação da doença.

São medidas simples, mas que salvaram – e salvam – vidas.

Dentro desse contexto, os desafios da logística humanitária são grandes, pois, primeiro, trata-se de uma crise sanitária mundial, dificultando o transporte de qualquer ajuda possível.

Logo depois, a dificuldade de se lidar com um vírus que ainda não tem cura e por isso, a necessidade de se trabalhar seguindo todas as medidas preventivas impostas pelos órgãos de saúde – como a OMS e o Ministério da Saúde.

O que pode ser feito?

Nesse sentido, a melhor forma de levar ajuda humanitária para pessoas que estão vivendo em estado de vulnerabilidade social são através campanhas de arrecadação de doações cujo foco principal é na retenção de recursos financeiros – como a campanha de doação para o Fundo Emergencial do Engenheiros Sem Fronteiras, por exemplo –, afim de evitar a acumulação de doações de materiais que podem, por ventura, conter vestígios do coronavírus e, consequentemente, infectar as pessoas envolvidas no processo.

As organizações que estão trabalhando – ou pretendem – com esse formato de captação de recursos em meio à pandemia, precisam dar mais ênfase em campanhas através das redes sociais e tornar transparente todo o processo tanto para o doador quanto para quem vai receber os suprimentos.

Com base nessa estrutura de organização de logística humanitária na pandemia, é possível evitar gargalos que são relativamente comuns em operações emergenciais em casos de terremotos ou outros tipos de desastres naturais, por exemplo.

Nesses casos, há doações em massa de suprimentos não prioritários, gerando dificuldades logísticas que, sumariamente, impedem o escoamento dos suprimentos prioritários.

Já no âmbito da pandemia, com os recursos financeiros captados é possível focar somente em itens prioritários que hoje são alimentos não perecíveis e produtos de higiene e limpeza.

A distribuição dos suprimentos, dessa forma, fica mais uniforme e mais efetiva, e para a ajuda humanitária chegar ao receptor com eficiência.

A união de esforços com o setor público ou privado é pertinente, sobretudo, com o setor público, com o auxilio dos órgãos de saúde local que tem toda a expertise para tomar todos os cuidados necessários e evitar contágio nas operações emergenciais.

Etiquetas
Veja mais

Jhonny Mike Ramos Nunes

Engenheiro de Produção. Assessor de Recursos Humanos no Engenheiros Sem Fronteiras – Núcleo Macapá

Comentários no Facebook

Botão Voltar ao topo
Fechar