Engenharia de Produção

Mas por que Engenharia de Produção?

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A primeira vez sempre é mais difícil, independe do que for, o “novo”,
geralmente, é assustador. O primeiro dia de um estudante na faculdade,
resumidamente, é complicado. Na cabeça passam várias perguntas, como:
“como serão os meus colegas de classe?”, “será que os professores são
legais?”, “onde fica meu prédio?”, “e se eu entrar na sala errada?”… E então, o horário mais esperado do dia chega, e é decepcionante ver que é,
simplesmente, normal.

Normal? O Combo, “estudar engenharia + estudar engenharia de produção + ser mulher e estudar engenharia de produção” não é fácil, e muito menos normal!!! Estar no primeiro semestre de Engenharia de Produção e no primeiro dia de aula ver a quantidade de homens em relação as mulheres que estudam, não só na engenharia de produção, mas em toda a engenharia, assusta. Um professor muito sábio, e que gostava de ser chamado de “O FOD*”, uma vez disse que era gratificante ver mulheres se interessando em estudar engenharia. Suas palavras foram comoventes, mas logo em seguida ele completou dizendo, que todos (homens e mulheres estudantes) estão ferrados, pois o curso de engenharia é sem dúvida, um dos mais difíceis que nem mesmo ele (formado em física e mais algumas outras coisitas) teve coragem de fazer.

Mas por que cursar Engenharia de Produção?

O porquê de cursar engenharia de produção não é fácil de explicar, mas se
você tem vontade de trabalhar em bancos, hospitais, indústrias, empresas depequeno e grande porte, fábricas, comércio (em geral) e escolas, faça
engenharia de produção!!!

  • Mas é realmente possível trabalhar em todos os lugares citados acima e em muitos outros?

Sim, é possível! Toda empresa, independente do ramo, precisa de um líder
competente, alguém com facilidade em lidar com pessoas e cálculos, alguém
moderno e antenado e quem melhor para fazer isso que um engenheiro?

Mas o que faz um Engenheiro de Produção?

Meu caro leitor, se você escolheu o curso de engenharia de produção e nunca ouviu essa pergunta de ninguém, há algo de errado. Mas se você já ouviu,“bem vindo ao clube!!!”.

Para começar, em resumidas palavras, podemos dizer que um engenheiro é
um criador, alguém que auxilia nos problemas e soluções, uma pessoa criativa, desenvolvida, contemporânea e inteligente. Já um engenheiro de produção, também resumido em pouquíssimas palavras, ou melhor, em uma marca, é o Bombril. Nós, futuros/atuais engenheiros de produção nos parecemos muito com a marca Bombril, somos, literalmente, mil e uma utilidades.

Além determos todas as características de um engenheiro, vamos um pouco mais além, planejando, liderando, otimizando, criando, melhorando, calculando (tudo, tudo, tudo), estudando (muito), gerenciando, adotando novas posturas e habilidades, atuando em diversas áreas, controlando, supervisionando, projetando, entre outras inúmeras coisas.
Então, não da para explicar exatamente o que um engenheiro de produção faz, há um enorme leque de possibilidades envolvendo essa profissão.

Mas como é o curso de Engenharia de Produção?

É difícil. Não é algo que pode ser feito sem esforço ou de “qualquer jeito”, é
necessário muita dedicação, paciência e atenção.
A engenharia, seja qual for a área, é baseada nas matérias de exatas.

  • Mas é possível cursar engenharia sem gostar de números?

Sim, é possível!!! Mas não, não é fácil, será necessário muita boa vontade para aprender e se sair bem. Ao contrário do que muitos pensam, a engenharia de produção não é só conta, conta e mais conta, há muitas matérias de humanas relacionadas a ela, como por exemplo, administração de recursos humanos, ética e cidadania, sociedade e cultura, história e até alguns tópicos relacionados ao meio ambiente e comunicação.

A engenharia de produção é um curso muito completo, que abrange muitas
áreas, as oportunidades são inúmeras e por isso, é necessário que o
engenheiro conheça de tudo um pouco.

Observação pessoal: não escolha um curso pensando no somente presente, se baseando só nas matérias, leia muito sobre as matérias sim, isso é importante, mas leia mais ainda sobre a profissão que deseja seguir. Crie um foco de profissão, mesmo que com o passar do tempo ele mude. E leia muito, conhecimento é poder.

  • Mas e como as mulheres são vistas nesse meio?

Como minoria. Cada dia mais, as mulheres ganham força e conseguem se inserir com mais facilidade no mercado de trabalho em geral. Porém, infelizmente, a engenharia ainda é vista por boa parte da sociedade como “uma profissão para homens”.

  • Mas será que é possível mudar essa percepção?

Obviamente que sim! Você, querida amiga guerreira e futura engenheira tem que cursar que você quiser cursar. Por isso, independe da área que escolher, não se intimide, entre de cabeça nesse “universo masculino”, faça a diferença e mostre a todos o quão poderosa você é.

Mas quanto ganha o profissional?

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Bom, isso depende muito de onde você trabalhar, quantas horas por dia e é claro, da sua força de vontade e desempenho. Geralmente, áreas industriais e de projeção são melhores no quesito remuneração, ficando entre R$ 15.000,00 e R$ 30.000,00. Chefes de produção e supervisores podem variar de R$ 5.000,00 até R$ 20.000,00.

  • Mas há alguma lei que assegure o mínimo salarial?

Sim, de acordo com a lei 4.950-A/66 (1966) o profissional que exerce a
profissão em uma carga horária de 6 horas deverá receber o equivalente a 6
salários mínimos. Já aqueles que exercem a profissão em, por exemplo, 7
horas diárias, devem receber 6 salários mínimos mais 25%, aqueles que
trabalham 8 horas diárias, 6 salários mínimos mais 50% e assim
sucessivamente.

  • Mas quem faz essa fiscalização?

O CREA (Conselho Regional de Engenharia e Agronomia), que foi criado lá em 1934, como forma de valorizar as áreas de Engenharia, agronomia, arquitetura e afins. A necessidade de ser criado veio pelo fato das profissões citadas serem desvalorizadas e não muito bem vista pela sociedade em décadas passadas.

Mas e o resumão de tudo?

Pois bem, ser engenheiro(a) é gratificante e incrivelmente importante. A engenharia, mesmo que não seja percebida esta presente em tudo e na vida de todos, desde uma ponta de lápis, até a construção de um enorme edifício. A engenharia de produção não e um curso para se fazer relaxadamente e nem uma profissão para ser exercida com pouca preocupação. É necessário mais que conhecimentos em matemática e física, precisa-se também de empatia, atenção e muito amor pelo que faz. Por isso, antes mesmo de escolher o que quer ser “quando crescer” estude muito, leia muito e sonhe alto.

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