Dicas e Curiosidades

A Relação entre Just in Time e Engenharia Simultânea

As organizações em geral vêm adotando com maior intensidade uma filosofia também denominada como um método para o planejamento e controle das operações de manufaturas, objetivando a eliminação de desperdícios com o total envolvimento de todos pela busca da qualidade perfeita dos seus produtos e/ou serviços com o menor custo possível. Esse sucesso depende da flexibilidade entre o fornecedor e o usuário, tendo como alvo o ponto de equilíbrio. Esta abordagem é conhecida como Enxuta ou Just in Time.

O Just in Time (JIT) é uma abordagem disciplinada, que visa aprimorar a produtividade global e eliminar os desperdícios (SLACK; CHAMBERS; JOHNSTON, 2009, p.452). Just in time é um objetivo e para atingi-lo é necessário envolver, desenvolver e integrar muitos conceitos e técnicas e começar a mudar a cultura da empresa (HUTCHINS, 1993, p.36).

Fonte: https://pt.linkedin.com/pulse/just-time-fernando-peters

Acredita-se que os princípios tradicionais da administração pós-revolução industrial não são eficientes o bastante para a tomada de decisões na resolução dos problemas das organizações. Com a globalização, observa-se um alto nível de complexabilidade e competitividade de mercado, sendo necessário um planejamento e um controle eficaz. Com o surgimento de novas técnicas no âmbito da administração de projetos, destaca-se a engenharia simultânea que se beneficia do avanço tecnológico no desenvolvimento de novos produtos e tem como objetivo organizar e gerenciar projetos pregando a interdependência de especialistas envolvidos no projeto, formando, assim, cooperativas.

A engenharia simultânea, cujo nome deriva da expressão em inglês concurrent engineering, utiliza-se do conceito de força tarefa, mas procura também, de certa forma, “atropelar o processo”, de modo a realizar-se, simultaneamente, várias etapas do empreendimento. (CASAROTTO, 1999, p.116).

Fonte: http://www.techoje.com.br/site/techoje/categoria/detalhe_artigo/1823

Nota-se nas estruturas organizacionais que todos os setores ou departamentos estão ligados uns aos outros, são interdependentes e precisam de um gerenciamento eficiente para a simplificação do sistema, evitando o isolamento dos estágios com o envolvimento de todos através de diretrizes para evitar: refugos, retrabalhos, produtos com defeitos, desperdícios, altos custos, estoques de matéria prima, dentre outros. Ambos os métodos estão ligados ao conceito de qualidade total, prevendo-se atividades de forma paralela, descobrindo, dessa forma, oportunidades de melhoria a tempo de não impactar no serviço ou no produto final.

Visto assim, a constante busca das organizações pela maximização de lucros se dá pela minimização de desperdícios, produzindo somente o necessário na quantidade necessária, buscando a perda zero. Atendendo às necessidades dos clientes em menor tempo, com o menor custo e com a máxima qualidade possível. A implementação dos métodos mencionados, decorrem da necessidade de um planejamento estratégico de processos e desenvolvimento de produtos, com a necessidade de projetá-los, gerenciá-los e melhorá-los, continuamente.

Considerando o exposto, acredita-se no sucesso das organizações que relacionam esta filosofia com a metodologia e aplicação das ferramentas do ambiente de projetos, incrementam-se os objetivos semelhantes com as ferramentas tecnológicas de gerenciamento de projetos e a filosofia enxuta na busca da cultura de mudanças organizacionais. Essas ferramentas darão maior velocidade nas respostas dos controles dos recursos de transformações e objetivos de desempenho da produção de bens e serviços.

 

 

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Adilio Diniz

Bacharel em Engenharia de Produção; Técnico em Eletromecânica; Atuante em Processo de Inspeção e Manutenção de Veículos Ferroviários (É vagão que segue); Enquanto você espera pelo seu amanhã, o meu hoje foi ontem.

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