Engenharia de Produção

Valores e Competências para o Engenheiro de Produção

engenheiros competentes - Valores e Competências para o Engenheiro de Produção

        Em cada profissão, um perfil de profissional é exigido e na área da Engenharia de Produção (EP) não é diferente. Diversos valores e competências devem ser atributos-base para este profissional contemporâneo.

           Para início de conversa, é necessário reforçarmos o conceito da palavra valor. No sentido aqui discutido, o termo nos remete a um conjunto de características de uma pessoa e que molda o comportamento desta para com os outros indivíduos. Por outro lado, competência (derivado do termo latim competere) significa capacidade para cumprir ou executar uma atividade ou ainda uma função.

           Isto posto, vale a pena ressaltar alguns valores e competências que o (a) Engenheiro (a) de Produção deve possuir e/ou aprimorar.

Valores…

             Num primeiro momento, devemos entender que os valores que uma pessoa têm irão direcionar suas atitudes no ambiente de trabalho ou em qualquer outro lugar. Nesse sentido, o profissional da EP deve possuir, antes de tudo, RESPONSABILIDADE.

            Sabemos que o (a) Engenheiro (a) de Produção atuará, diretamente, com processos, negócios, transações, serviços e outros mais. Assim, a responsabilidade, como valor, é imprescindível ao profissional que será direcionado para responder a alguma demanda específica; seja com a resolução de um simples gargalo no processo industrial ou até mesmo na análise de investimentos de um empreendimento.

            Por outro lado, atrelado a este valor, surge um outro: SEGURANÇA. Isto mesmo! Nós, Engenheiros (as) de Produção, devemos nos comprometer a atuar com alto grau de convicção das operações, investimentos e análises que planejamos e moldamos. Quando abordamos este valor, devemos associá-lo a firmeza e estabilidade, o que garantirá, além de outras coisas, a confiança dos colegas de trabalho no que você faz.

Para suportar a responsabilidade e a segurança desejada para os (as) Engenheiros (as) de Produção, um outro valor pode ser introduzido nesse contexto: COMPROMETIMENTO. Quando nos comprometemos, de verdade, com um propósito, um objetivo, ou até mesmo uma meta a alcançar, o resultado torna-se mais atingível. Logo, o profissional que demonstra comprometimento empenha-se em cumprir as devidas atividades e/ou tarefas que lhe foram responsabilizadas focando nas ações verdadeiramente importantes.

            Além dos valores citados, outros mais podem ser discutidos. Mas, por outro lado, as competências também devem ser construídas e mantidas por um atuante na EP. No sentido aqui discutido, ter competências facilitará o trabalho dos (as) Engenheiros (as) de Produção, de modo que estes realizem suas funções de maneira eficiente, eficaz e efetiva.

Competências…

            Uma das principais competências diz respeito a ter uma VISÃO GLOBAL. Isto quer dizer que este tipo de profissional, antes de tudo, deve ser capaz de compreender as diversas interações que ocorrem no mundo e como elas interferem no ambiente da empresa ou do negócio no qual atua. Ter essa percepção é fundamental para traçar melhor planos estratégicos, prever demandas, reter (ou não) investimentos, ampliar capacidade de produção e outras mais.

            Outra competência-base do (a) Engenheiro (a) de Produção deve ser a INTEGRAÇÃO. Quando falamos nesse termo, estamos reforçando a necessidade de perceber o que está faltando no conjunto dos elementos técnicos, econômicos e humanos da empresa. Isto quer dizer, em outras palavras, o dever de perceber, como líder, pontos fracos presentes nas relações entre, por exemplo, satisfação do trabalhador e produtividade, investimentos em novas tecnologias e demanda, operações e qualidade, além de outras mais. 

Ademais, consoante a competência citada anteriormente, a LIDERANÇA é outra que deve ser intrínseca ao profissional da EP. Em termos gerais, entendemos que o (a) Engenheiro (a) de Produção forma-se para, num momento próximo, tornar-se líder. Assim, sabendo que não é uma tarefa fácil, este profissional carece trabalhar esta competência de modo que o qualifique, de fato, a ser capaz de engajar, motivar e direcionar seus colaboradores ao alcance efetivo dos resultados esperados. Ser líder, envolve a forma como o profissional irá lidar com as divergências, apresentadas em forma de ideias, ações e comportamentos.

            Outras competências podem ser discutidas nessa abordagem introdutória. Contudo, cabe ao profissional, fazer uma auto avaliação e ser capaz de notar seus pontos que precisam ser melhorados para enquadrar-se, o mais perfeitamente possível, no perfil que a EP exige. Assim, é preciso que sejamos humildes em reconhecer que, antes de qualquer coisa, devemos aprender a conhecer nossas próprias limitações.

Sintetizando..

Podemos demonstrar e resumir o processo de qualificação do profissional na EP, da seguinte maneira, conforme esquematização abaixo:

Apresentação4 - Valores e Competências para o Engenheiro de Produção

Portanto, para ser um (a) Engenheiro (a) de Produção, exercendo com qualidade, temos diversas fontes de conhecimento que podem ser acessadas e consultadas. Tais recursos, facilitados pela tecnologia, promovem a capacitação e aprimoramento do profissional. Vale ainda ressaltar, que a teoria bem absorvida, em si só, não é capaz de garantir que serás um profissional excelente; a prática o (a) moldará a agir como um (a) Engenheiro (a) reconhecido e exemplar.

Por fim, cito que a vivência e a troca de experiência com outros colaboradores (inclusive de outras áreas) é útil e possui, como intuito, agregar valor a partir da visão plural  sobre experiências vivenciadas no cotidiano e/ou a respeito de situações diversas presentes no dia a dia do (a) Engenheiro (a) de Produção. 

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Pedro Vieira

Atualmente mestrando no Programa de Pós-graduação em Engenharia de Produção do Centro Acadêmico do Agreste (PPGEP-CAA) pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Graduado em Engenharia de Produção na Universidade Federal do Vale do São Francisco (UNIVASF), com experiência na área de Gestão da Cadeia de Suprimentos, Logística de Distribuição, Gestão da Produção, Gestão Ambiental, Administração estratégica e Relações Internacionais, com produção científica nas diversas áreas da Engenharia de Produção. Atuou como presidente do Diretório Acadêmico de Engenharia de Produção (DAEP/UNIVASF - 2016 a 2018). Representante discente da Comissão de Atualização do Projeto Pedagógico do Curso de Engenharia de Produção da UNIVASF (2017). Participante do Programa de Desenvolvimento e Capacitação Estudantil (PRODESCAPE) como Monitor das disciplinas Introdução a Economia e Economia Brasileira (2015 - 2016). Atuante em projetos de extensão ligados a Assessoria de Relações Internacionais da UNIVASF (2014 a 2018). Participante efetivo em projetos de iniciação científica nas áreas de Gestão Ambiental (2013) e Gestão Estratégica (2017). Possuiu Vínculo com a Université de Franche-Comté - UFC, France (2013 - 2014). Realizou estágio em Língua Francesa no Centre de Linguistique Appliquée (CLA - 2014) em Besançon - France. Graduação adjunta em DUT Mesures Physiques no Institut Universitaire de Technologie de Blois - IUT / Université François-Rabelais (France - 2014). Técnico em Eletromecânica pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI/PE - 2010) com ênfase em usinagem e gestão da manutenção industrial.

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